Congelamento de ovário
21/07/2007
Na tentativa de incrementar o potencial reprodutivo humano associado às técnicas de reprodução assistida, contamos com constantes avanços disponíveis nas técnicas de criopreservação - descongelamento de espermatozóides e embriões conseguindo-se sucesso com estas tecnologias. Outro capítulo na manutenção do potencial reprodutivo e que recentemente tem tido um maior interesse é o transplante ovariano. Isso ocorre devido às taxas de sobrevivência a longo prazo de pessoas jovens com doenças malignas consistentemente aperfeiçoam, devido primariamente aos tratamentos enérgicos com terapias oncológicas modernas incluindo quimioterapia e radioterapia. Como resultado, um grande número de pacientes jovens são curadas de seus canceres e deixadas com numerosas influências à longo prazo da quimio e radioterapias. Para sobreviventes a longo prazo, falência ovariana primária pode ter seqüelas devastadoras que podem incluir significante, osteoporose progressiva, doença arterial coronariana acelerada, fogachos, alterações de humor, secura vaginal, depressão, diminuição da libido, infertilidade e um decréscimo geral na qualidade de vida.
A preservação ovariana através de transplante de tecido ovariano à fresco ou criopreservado tem várias vantagens teóricas. Por exemplo, o transplante ovariano autólogo (mesma paciente) à fresco em local heterotópico (outro local, que não o originário do ovário) pode permitir remoção do tecido ovariano do campo de radiação terapêutica, dessa forma preservando o tecido ovariano e promovendo uma terapia estrogênica a longo prazo além da preservação de gametas. Em situações de quimioterapia, a remoção ovariana, criopreservaçao e transplante autólogo após término da quimioterapia poderá minimizar o dano ao tecido ovariano, dessa forma reduzindo a incidência de falência ovariana.
Transplante ovariano de tecido criopreservado demonstrou que este tecido é tolerante ao congelamento e descongelamento. Vários casos de transplante ovariano humano tem relatado variados graus de sucesso à curto prazo. Mais recentemente, estudos relataram um caso de transplante de tecido ovariano humano autólogo para o antebraço, sendo confirmado função ovariana presente através de amostragens sangüíneas.
Evidências de modelos em animais demonstram a viabilidade potencial do transplante ovariano subcutâneo; no entanto, diferentes técnicas podem ter um profundo impacto sob a viabilidade pós-transplante.
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