ICSI amplificada (Super ICSI) - ou convencional?
11/11/2008
De tempos em tempos, a medicina se vê diante do surgimento de novas técnicas que prometem revolucionar tratamentos. Com a Reprodução Humana, não é diferente. Os avanços científicos colocam os especialistas da área permanentemente à prova...... Desta vez, o debate acontece em torno da chamada “injeção intracitoplasmática de espermatozóide”, ou simplesmente ICSI. Trata-se de uma técnica criada em 1992 por especialistas belgas por meio da qual um único espermatozóide é introduzido no óvulo. Para tanto, os técnicos utilizam um microscópio que permite a visualização do espermatozóide com um aumento de 400 vezes. Com o tempo, o procedimento passou a ser indicado principalmente quando a causa da infertilidade é masculina. Mas o índice de insucesso nos processos de fertilização dos espermatozóides selecionados a partir da ICSI, bem como a taxa de abortamento dos embriões obtidos com esse procedimento, levaram os pesquisadores a aprimorar a técnica. Assim, nos últimos anos, cientistas israelenses criaram a ICSI amplificada ou, como preferem alguns, a Super ICSI. A ICSI amplificada utiliza um sofisticado sistema de lentes de amplificação de imagens através do qual o espermatozóide é visto com um aumento superior a seis mil vezes. Segundo os entusiastas da técnica aperfeiçoada, a taxa de gestação da ICSI subiu de 25% na versão convencional para 60% na versão amplificada. O que eles dizem é que as falhas de embriões viáveis e as taxas de abortos na ICSI decorrem de danos no DNA dos espermatozóides. Algumas pesquisas já demonstraram que essas deficiências genéticas estão diretamente ligadas à presença de vacúolos na cabeça dos espermatozóides, que são vistos apenas com a tecnologia da ICSI amplificada. O que é a ICSI amplificada? Trata-se do antigo método de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (por meio do qual um único espermatozóide é introduzido no óvulo), mas com uso de um novo sistema óptico que permite a visualização do gameta masculino a um tamanho 6.000 a 12.500 vezes maior que o natural. A ICSI amplificada utiliza um microscópio com lentes especiais, contrastes ópticos e um sistema de processamento audiovisual próprio. É um sistema com alto poder de resolução de imagem, com o qual é possível avaliar, com precisão, as características do núcleo, do pescoço e da cauda dos espermatozóides com lesões de cromatina nuclear. Os entusiastas dessa nova técnica defendem que ela permite selecionar os espermatozóides com morfologia ideal, acarretando um aumento nas taxas de gestação e uma diminuição no número de abortos
Fonte: Boletim da SBRH - Ano 6 , Número 1, 2008
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