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Schuffner Alessandro, et al. Femina – Revista Da Federação Brasileira Das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, 2003, 31(1): 63-66.

A primeira gravidez com embrião congelado e descongelado que foi referida há apenas 18 anos (Trounson & Mohr, 1983). Desde então, muitos centros de fertilização in vitro têm utilizado a criobiologia como forma de aumentar a possibilidade de gravidez em único ciclo de indução da ovulação.

Aliado a esta alta tecnologia com criopreservação de embriões, já se têm vários estudos desenvolvidos relacionados ao congelamento de oócitos e tecido ovariano humano. Embora houve recente agitação devido ao nascimento a partir de oócitos humanos congelados (porcu et al., 1997), no entanto, o congelamento de oócitos têm tido menor sucesso do que o congelamento de embriões (George et al., 1994).

O transplante ovariano não é novo. Em 1895, Robert Tuttle Morris pela primeira vez relatou sobre o transplante ovariano; Morris implantou secções de ovários de mulheres férteis em outras mulheres que tinham tido seus ovários retirados. Conseguindo seu único sucesso em 1906 quando uma paciente que teve o êxito em levar a gestação a termo cinco anos após o implante da seção do ovário de outra mulher. Ele continuou efetuando estas cirurgias por vários anos; no entanto, com o passar dos anos, nenhuma outra paciente concebeu e Morris abandonou o procedimento (Marsh, 1999).

Estudos conduzidos em ratas, na década de 50, relataram crescimento folicular, produção estrogênica (Deanesly, 1957; Parkes, 1957) e até mesmo obtenção de prenhez (Parrott, 1960) após transplante de tecido ovariano congelado-descongelado.

Recentemente o ressurgimento da indicação do transplante ovariano humano tem ocorrido em vários serviços. Estes relatos esporádicos de casos de transplante ovariano, sendo a fresco ou criopreservados foram efetuados em diferentes áreas clínicas.

O ressurgimento da indicação do transplante ovariano é devido à melhoria da taxa de sobrevivência em longo prazo em pessoas jovens, portadoras de doenças malignas, as quais são submetidas a tratamentos agressivos com terapias oncológicas modernas, incluindo quimioterapia e radioterapia. Como resultado, grande número de pacientes jovens têm sido curado de suas neoplasias, mas deixadas com numerosas