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Fertilização In Vitro (FIV)

Imagem Fertilização In Vitro (FIV)

O que é fertilização in vitro?

A fertilização in vitro, também conhecida apenas como o FIV ou “bebê de proveta”, é um dos tratamentos de reprodução assistida mais aplicados em todo o mundo, sendo o Brasil um dos países que mais realizada a técnica na América Latina.

As altas taxas de sucesso da fertilização in vitro, que podem chegar até 60% já na primeira tentativa, é uma das razões grande procura e recomendação do tratamento para casais ou pessoas que não conseguem engravidar. Especialistas da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva relatam ainda 80% de chance de a fertilização in vitro funcionar. Outro detalhe que eleva as chances de alcançar a gestação é que a área avançou muitos nos últimos anos.

O método, indicado para diversos diagnósticos de infertilidade e outras situações, consiste na união via laboratório entre o óvulo e o espermatozoide (ambos do próprio casal ou de doadores em alguns casos). Portanto, forma-se o embrião (estágio inicial da concepção) para depois depositá-lo diretamente no útero para que ocorra a gestação (transferência embrionária).

Passo a passo da fertilização in vitro

Embora a transferência dos embriões para o útero da pessoa que vai gestar o bebê seja um dos momentos mais importantes, a fertilização in vitro exige algumas etapas. Uma delas é a coleta dos gametas masculinos (espermatozoides) e femininos (óvulos), nesse caso a mulher precisa passar pela indução da ovulação feita por medicamentos prescritos.

A etapa seguinte é a seleção dos melhores espermatozoides e óvulos para que seja feita a fecundação e desenvolvimento in vitro e, posteriormente, a transferência embrionária, procedimento semelhante ao exame de Papanicolau, é realizada após alguns dias.

Os processos da fertilização in vitro podem começar após a avaliação médica. Entenda como é o passo a passo da fertilização in vitro:

1) Estimulação ovariana

Nesta primeira etapa, o objetivo é estimular a produção natural dos óvulos, uma vez que, no funcionamento normal do corpo, a mulher produz normalmente um óvulo por mês. Sendo assim, a estimulação ovariana consiste no uso de medicamentos prescritos (hormônios) capazes de estimular os ovários a produzir mais óvulos e, desta forma, mais embriões poderão ser formados. Durante esse período alguns exames (exemplo: ultrassonografia e exame de sangue) podem ser solicitados para confirmação de que os folículos estão normais. Simultaneamente a este processo, os espermatozoides do parceiro são recolhidos.

2) Aspiração folicular (punção)

Após o exame de imagem (ultrassonografia) confirmar que os óvulos tiveram a evolução esperada e há uma quantidade aceitável, a etapa seguinte é realizar a punção folicular, ou seja, os óvulos serão retirados. Antes de ocorrer a punção, é preciso fazer uso (prescrito pelo médico) de um fármaco que vai amadurecer os óvulos. O procedimento é feito em ambulatório (não é preciso ir ao hospital) com anestesia para que a paciente não sinta nenhum desconforto e dura em média de 15 a 20 minutos.

Ainda nesta etapa, temos mais dois processos: a fecundação de óvulos e o cultivo embrionário. No primeiro, o objetivo é fazer a fecundação dos óvulos com os espermatozoides para que sejam formados os embriões (em laboratório). Isso pode ser realizado por meio da fertilização in vitro convencional ou através do método ICSI. Já o cultivo embrionário, nada mais é que selecionar os melhores embriões e acompanhar o desenvolvimento por alguns dias. Caso algum embrião apresente anormalidades, ele não será usado na etapa seguinte.

3) Transferência dos embriões (transferência embrionária)

Uma das etapas mais importantes na qual os melhores embriões serão transferidos para o útero da pessoa que vai gestar. O procedimento também é feito em ambulatório, portanto, não é necessário hospital e internações. A transferência é relativamente rápida, indolor e, após realizada, pode-se concluir que o tratamento de fertilização in vitro, pelo menos em relação aos processos, foi concluído. Após a transferência, é preciso aguardar alguns dias para que o embrião se implante na parede do útero e a gravidez seja confirmada.

Quantos embriões podem ser transferidos na FIV?

Com a estimulação ovariana, a mulher produz vários óvulos. Sendo assim, durante o procedimento de punção, são removidos todos os óvulos possíveis. E como o homem produz milhões de espermatozoides, é recorrente formar mais de um embrião – seja para usar na fertilização in vitro ou para congelamento embrionário.

De modo geral, as normas éticas permitem transferir mais um de embrião para o útero da mulher (ou paciente que vai gestar o bebê). A conduta consequentemente aumenta as chances de alcançar a gravidez, porém, também há risco de gestação gemelar (gêmeos). O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece regras de acordo com a idade da paciente:

  • Pacientes com 35 anos de idade: transferência de um ou dois embriões.
  • Pacientes de 36 a 39 anos: transferência de até três embriões.
  • Pacientes acima de 40 anos: transferência de até quatro embriões.
4) Teste de gravidez (Beta HCG)

Passados os dias recomendados pelo médico, é hora de fazer o teste de gravidez, que neste caso deve ser o de exame (Beta HCG). Diante da confirmação, ou seja, do resultado positivo, é preciso realizar uma nova ultrassonografia e repetir o exame de sangue após alguns dias.

Fertilização in vitro indicações

A fertilização é indicada para:

Mulheres que fizeram o congelamento de óvulos (criopreservação) e agora desejam engravidar de um filho biológico

O congelamento de óvulos é uma forma de preservar os óvulos em idade fértil, geralmente antes dos 35 anos, pois após essa faixa etária, a reserva ovariana (quantidade de óvulos) tende a cair. O fenômeno é natural e esperado, porém, com poucos óvulos as chances de gravidez são menores.

As indicações do procedimento são várias, desde mulheres que desejam ser mães no futuro, porém, neste momento precisam se dedicar à carreira; bem como mulheres que precisam passar por algum tratamento que afeta a fertilidade, como o tratamento do câncer.

A criopreservação, termo que também se refere ao congelamento de óculos, só pode ser realizado por clínicas especialistas em reprodução assistida. No procedimento, que é feito sob sedação e é indolor, os óvulos são retirados após uso de medicações que estimulam a ovulação para serem preservados em nitrogênio líquido (temperatura de -196 graus)

Quando for o momento, os óvulos serão usados na fertilização in vitro e a mulher pode engravidar de um filho biológico. Além do público feminino, os homens podem fazer criopreservação e o método também é usado para congelamento de embriões.

Casais que apresentam dificuldade na chegada dos espermatozoides até o óvulo feminino

Alguns casais podem apresentar alterações que atrapalham a gravidez, como problemas na produção ou baixa motilidade do espermatozoide (homens) e obstrução das trompas (mulheres). É importante lembrar que essas alterações são identificadas após exames e procedimentos diagnósticos, por isso é fundamental buscar orientação médica especializada.

Uma vez detectada a dificuldade na chegada dos espermatozoides até o óvulos ou outros tipos de alterações que causam infertilidade, a fertilização in vitro é o tratamento indicado, pois no método, a formação do embrião é feita em laboratório. Após essa etapa, o embrião formado é transferido diretamente para o útero.

Mulheres com laqueadura

A fertilização in vitro é uma opção para mulheres com laqueadura, método de contracepção feminina. Na laqueadura, as trompas (ou tubas uterinas) recebem cortes e são suturadas, ou seja, “amarradas” em suas extremidades. Outras técnicas podem ser aplicadas, como a cauterização, no entanto, em todas elas, o objetivo é impedir que os espermatozoides entrem em contato com os óvulos.

Apesar de terem escolhido fazer a laqueadura, acontecimentos e mudanças pessoais, como um novo relacionamento, podem contribuir para que a vontade de ser mãe novamente. Portanto, a fertilização in vitro é o único método de engravidar de um filho biológico em casos nos quais a laqueadura não pode ser revertida, pois os óvulos são removidos diretamente dos ovários. Após a remoção dos óvulos, o tratamento segue para as outras etapas.

Endometriose

Embora não impeça a gravidez em todos os casos, mulheres com endometriose podem
apresentar infertilidade, pois a doença afeta a capacidade reprodutiva. A condição é
caracterizada por uma inflamação do endométrio (tecido que reveste a parte interna do
útero), que acaba crescendo de forma anormal e se espalha para outras áreas além da
cavidade uterina, como ovários e trompas (ou tubas uterinas).

O risco de infertilidade existe por vários fatores, como formação de aderências que afetam as
tubas uterinas em decorrência da inflamação do endométrio, que pode ainda alterar a
anatomia e mobilidade da tuba. Além disso, a endometriose pode tornar o ambiente uterino
hostil para a chegada do espermatozoide até o óvulo ou da implantação do embrião (óvulo
fecundado pelo espermatozoide).

Após fazer o tratamento da endometriose, algumas mulheres continuam com problemas para
engravidar, principalmente em quadros graves. Neste caso, indica-se a fertilização in vitro
(FIV).

Idade materna avançada

A idade da mulher é um dos fatores que mais alteram as taxas de gravidez, uma vez que o
organismo feminino tem uma considerável redução no número de óvulos. É importante
lembrar que as mulheres nascem com uma quantidade específica de óvulos, que são
“perdidos” todos os meses no ciclo menstrual. Esses óvulos não são repostos ou produzidos
novamente. Outra informação é que esse é um fenômeno comum a todas as mulheres e ainda
não existem formas de impedi-lo.

A queda da reserva ovariana é mais considerável após os 35 anos, declínio que acompanha o
avanço da idade. Ou seja, quanto mais anos, menos óvulos a mulher terá. É por isso que
mulheres que estão nesta faixa etária ou acima dela, como as mulheres com 40 anos, têm
ainda menos chances de conseguir uma gravidez através da concepção natural.

Para casos assim, ou seja, de mulheres que desejam engravidar após os 35 anos, mas
apresentam dificuldade, a fertilização in vitro é indicada. O método traz a possibilidade da
gravidez de um filho biológico.

Mulheres que tiveram problemas na produção dos óvulos e optaram por receber óvulos de uma doadora

Algumas mulheres podem apresentar problemas na produção dos óvulos, o que afeta
diretamente as chances de gravidez. O quadro é comum em mulheres com idade avançada,
pelo menos no ponto de vista da fertilidade feminina. Após os 35 anos, ocorre uma queda
acentuada na reserva ovariana (quantidade de óvulos).

Embora exista a possibilidade de usar os óvulos da paciente, processo que é realizado após
análises e exames diagnósticos, a quantidade e principalmente a qualidade do óvulo pode não
ser suficiente para o sucesso da fertilização in vitro (FIV). Mesmo que a mulher tenha óvulos, é
importante lembrar que a idade do óvulo também tem interferência.

É por isso que a fertilização in vitro com ovodoação é uma alternativa. Nesta abordagem, o
processo da FIV é praticamente o mesmo, com a diferença de que os óvulos usados para
formar o embrião são de uma doadora. Os óvulos doados são de mulheres mais jovens (com
menos de 30 anos), portanto, as chances de sucesso são maiores.

A doação de óvulos tem regras que precisam ser seguidas, mas é uma prática liberada no
Brasil. A doação é totalmente anônima. As duas partes não têm a identidade revelada e a
doadora não tem direitos sobre o bebê.

Casos de infertilidades sem causa aparente

A infertilidade sem causa aparente (ISCA), como o nome já diz, é diagnosticada quando os exames de investigação não apontam a razão por trás dos problemas para engravidar. Portanto, é quando o homem, a mulher ou ambos apresentam dificuldade para engravidar, e após eliminar todas as hipóteses por meio de exames, ainda assim não é possível compreender a causa exata da infertilidade.

Embora a infertilidade sem causa aparente pareça uma algo incomum, o quadro é mais frequente do que se imagina. Estimativas apontam que 10-10% dos casais com dificuldade para engravidar são acometidos pela ISCA. No entanto, a situação não anula as possibilidades de tratamento.

Após confirmado o quadro, a etapa seguinte é aplicar os métodos de reprodução assistida, sendo a fertilização in vitro (FIV) uma das principais e mais sofisticadas técnicas para gerar uma gravidez até o momento.

Na infertilidade sem causa aparente, o processo da fertilização in vitro é o mesmo, são colhidos os gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozoides) e a fecundação (formação do embrião) é feita em laboratório. O sucesso do tratamento, ou seja, a conformação da gravidez, depende da implementação do embrião no endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero).

Casais homoafetivos

A fertilização in vitro para casais homoafetivos é uma alternativa para quem deseja formar uma família. Vale lembrar que a técnica é segura e indicada para casais femininos e masculinos. O processo da fertilização in vitro, neste caso a fecundação do óvulo e espermatozoides em laboratório, é igual para qualquer casal. Além disso, a etapa inicial são os exames, que também é um protocolo comum a todos.

A diferença é que, nos casais femininos, são usados os óvulos de uma das parceiras, porém, é preciso que o sêmen seja de doador, que é anônimo no Brasil. Também existe a possibilidade de fazer a fertilização in vitro com sêmen de doador internacional. As pacientes são as responsáveis pela escolha do doador e os bancos de sêmen disponibilizam informações sobre as características físicas, como altura e cor dos olhos, além de tipo sanguíneo etc. Já na etapa da transferência dos embriões, o casal decide quem vai gestar o bebê.

Para os casais do sexo masculino, o processo é um pouco diferente, pois é necessário a doação de óvulos, que também é anônima; bem como a barriga solidária (pessoa que vai gestar o bebê). A escolha de qual parceiro vai ceder os espermatozoides é uma decisão pessoal do casal.

É possível fazer a coleta do sêmen de ambos e, desta forma, a fecundação (formação do embrião em laboratório) pode ser de qualquer um dos dois. É importante lembrar que, para realizar a barriga solidária, é fundamental seguir os critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Mulheres e homens que desejam produção independente

A produção independente é a possibilidade de mulheres ou homens terem um bebê sem a figura de um(a) parceiro(a). Embora existam normas que devem ser seguidas com critérios, o tratamento para produção independente é liberado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Um dos métodos que tornam possível a produção independente é a fertilização in vitro. Para as mulheres há ainda a possibilidade de fazer a inseminação intrauterina (ou inseminação artificial) em alguns casos, porém, para os homens, a fertilização in vitro é a técnica indicada.

Para ambos, a figura do doador faz parte do processo. Para a mulher são usados seus óvulos, mas é necessário doação de sêmen, que pode ser escolhido em bancos de sêmen nacionais e internacionais.

Já para o homem que deseja fazer a produção independente, seus espermatozoides também são usados, mas além de uma doadora de óvulos, é preciso definir quem será a barriga solidária, ou seja, quem vai gestar o bebê do pai independente. As doadoras de óvulos também podem ser nacionais ou estrangeiras (banco de óvulos internacionais).

A fertilização in vitro é um método que exige acompanhamento criterioso do paciente, bem como amparo de uma equipe multidisciplinar, esta conduzida pelo médico ginecologista especializado em tratamentos de reprodução assistida.

QUAL O VALOR DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO?

Os valores investidos na fertilização in vitro (FIV), ou seja, o preço da fertilização in vitro é uma dúvida comum, no entanto, as normas éticas do Conselho Federal de Medicina (CFM) não permitem que médicos divulguem esse tipo de informação na internet. É válido lembrar que a regra cabe a todas as especialidades, portanto, é importante analisar se o médico cumpre todos os critérios, afinal, eles estão associados à ética profissional.

Embora seja uma prática proibida, por outro lado, não há como definir valores exatos de uma fertilização in vitro, e isso por diversos motivos. Um deles é que todo e qualquer tratamento para infertilidade é extremamente individual. Não é possível fazer comparações, pois cada paciente ou cada casal demanda um planejamento. Por exemplo, quando alguns casais engravidam logo na primeira tentativa de FIV; outros precisam repetir o processo.

Além disso, também não é uma situação incomum, pacientes que chegam até o consultório com ideias de quais tratamentos gostariam de realizar. Mas o sucesso não está no tipo de tratamento para engravidar. O sucesso está na indicação correta!

De fato, a fertilização in vitro é a técnica mais moderna e com altas taxas de efetividade, porém, para alguns casais a realização da inseminação intrauterina pode ser suficiente para alcançar a gravidez. E a diferença é que, quando comparada à fertilização in vitro, o valor da inseminação artificial (nome pelo qual a inseminação intrauterina também é conhecida), é menor. Neste tratamento, não há tantas etapas e acompanhamento de outros profissionais, realidade que, de certa forma, tem influência nos custos do tratamento.

Então, o primeiro passo para quem deseja engravidar é a consulta de avaliação com o médico especialista em reprodução assistida.

Como é a primeira consulta para fazer a FIV?

A informação mais importante para quem busca a primeira consulta com o médico especialista em tratamento da infertilidade, é não ter medo ou receios, sobretudo de julgamentos. O médico, e a equipe de modo geral, está ali para ajudar e oferecer tudo o que for possível para que o sonho da gravidez seja alcançado.

Para começar o tratamento com a fertilização in vitro – e outros métodos da reprodução assistida –, o casal precisa passar por uma avaliação completa, com o objetivo de encontrar os fatores que provocam a infertilidade, e claro, para que eles sejam tratados.

Entre os exames masculino estão: espermograma, avaliação hormonal, testes genéticos, como o cariótico, e outros exames que podem ser necessários para uma avaliação completa.

Entre os exames femininos estão: dosagem hormonal, história menstrual, ultrassonografia pélvica e demais exames que podem ser indicados para ajudar na avaliação e descoberta do que está impedindo a gravidez.

Após os exames, o médico ginecologista especialista em reprodução assistida, vai analisar os resultados de todos os exames e indicar o tratamento mais adequado, que pode ser a FIV, pois é uma das técnicas mais aplicadas e com boas taxas de sucesso de gravidez.

Como engravidar aos 40 anos? Gravidez aos 40 anos com FIV?

Existem possibilidades de engravidar com 40 anos ou mais – e a fertilização in vitro (FIV) é uma delas. Veja neste vídeo, todas as informações necessárias para mulheres com 40 anos que desejam ser mães.

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