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Gravidez em Casais Homoafetivos

Imagem Gravidez em Casais Homoafetivos

O sonho da gravidez, sobretudo de ser mãe ou pai, é um direito de todos, portanto, deve ser respeitado sempre. É por isso que cada vez, casais homoafetivos procuram médicos e clínicas especializados, pois a medicina de reprodução assistida permite que esse sonho seja realizado. Independente da orientação sexual, estado civil e outros fatores que não cabem julgamentos, os tratamentos de fertilidade visam promover a gravidez de filhos biológicos.

Após a avaliação médica e uma longa conversa com o ginecologista especialista em reprodução humana, necessária para que todos os processos e questionamentos sejam esclarecidos, é definido qual método será aplicado para gerar a gravidez. É importante ressaltar que cada caso é tratado individualmente, porém, as normas do Conselho Federal de Medicina, principalmente em relação à doação, precisam ser seguidas criteriosamente.

No caso dos casais de mulheres, o sêmen utilizado nos tratamentos não pode ser de familiares de nenhuma das parceiras. O processo é feito através da doação de sêmen, porém, a norma reforça que o doador não pode conhecer a identidade dos receptores, bem como os receptores não podem conhecer quem é o doador. Sendo assim, o anonimato é obrigatório.

Para os casais de homens, o processo é um pouco mais complexo, porém, é totalmente possível. Os procedimentos exigem mais critérios, pois além da doação dos óvulos, que deve ser de uma doadora desconhecida, será necessária a barriga solidária (útero de substituição), que neste caso pode ser uma parente próxima (até 4° grau: mãe, irmã, tia ou prima). No Brasil, a gestação solidária feita por mulheres que não são familiares próximas é proibida. Quando o casal não tem nenhuma parente que aceite ser barriga solidária, é possível solicitar ao Conselho Regional de Medicina a liberação para que uma conhecida seja a doadora do útero.

Quais são os tratamentos para casais homoafetivos?

Em relação às técnicas de tratamento, existem duas maneiras de realizar o sonho da maternidade ou paternidade dos casais homoafetivos: a fertilização in vitro (FIV) e a Inseminação intrauterina (IIU), também conhecida como inseminação artificial.

A escolha do tratamento a ser realizado é exclusiva do casal. No entanto, é de extrema importância ter um profissional especialista para acompanhar essa decisão, que envolve tanto o desejo, quando a saúde da pessoa que vai gestar o bebê. É fundamental que o casal conheça sobre os procedimentos e saiba quais etapas precisarão seguir.

Confira quais são as diferenças entre os tratamentos:

Fertilização in vitro: neste método indicado para casais de mulheres, é possível ter uma gestação compartilhada, onde ambas participam do processo de fecundação e gestação, ou seja, há a possibilidade de ser usado o óvulo de uma das mulheres, e sua parceira irá gerar o bebê. O casal acompanha todos os passos dados para a realização do procedimento, bem como a doação do espermatozoide. Do mais, a fertilização segue o protocolo normal.

Inseminação artificial: nesta técnica também indicada para casais de mulheres, apenas uma das parceiras irá ceder o óvulo e se tornará gestante. É um procedimento mais simples que a FIV e envolve poucas fases. O espermatozoide também é doado, escolhido no banco de esperma, e irá de “encontro” ao óvulo, por meio de um cateter apropriado inserido na cavidade uterina.

Fertilização in vitro com óvulos de doação e útero de substituição (barriga solidária): método indicado para casais de homens. O processo é caraterizado pela utilização de óvulos de doação anônima. Após captar os óvulos da doadora, eles serão fertilizados com os espermatozoides de um dos parceiros, portanto, será formado o embrião em laboratório. A etapa seguinte é transferir o embrião para o útero da parente próxima que será responsável pela barriga solidária.