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A atenção ao câncer de mama é um assunto importante em todos os momentos, porém, o mês de outubro é marcado pela campanha de prevenção à doença. O Outubro Rosa foi criado em 1990 e desde então traz a mensagem de conscientização, de saúde e de autocuidado. É sempre relevante reforçar que todas as mulheres precisam passar por exames de rotina, sobretudo aqueles capazes de evitar ou descobrir os tumores na mama precocemente.

Por mais que a doença “pareça” algo distante, os dados demonstram o oposto, afinal, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 66.280 novos casos só para este ano. São fatores de risco para o câncer de mama:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • Obesidade, sobrepeso e menopausa;
  • Sedentarismo e inatividade física;
  • Tabagismo e consumo excesso de bebidas alcoólicas;
  • Histórico familiar da doença ou de câncer de ovário;
  • Alterações em genes específicos (BRCA1 e BRCA2);
  • Uso prolongado de hormônios para reposição, entre outros.

Outro foco de preocupação dos especialistas é a baixa procura da prevenção por conta da pandemia do novo coronavírus. Por mais que a situação exija cautela, os cuidados médicos devem continuar. Diagnósticos, tratamentos, cirurgias… todos os procedimentos que envolvem o combate ao câncer de mama não podem esperar. Por isso procure o seu médico!
Cuidar da saúde é prioridade.

Como fica a fertilidade da mulher após o câncer?

O tratamento do câncer, sobretudo do câncer de mama é algo indiscutível, afinal, os métodos são prioridades na batalha contra a doença. No entanto, é preciso olhar para todo o processo de forma humana, uma vez que os efeitos na fertilidade devem ser considerados. Muitas mulheres descobrem os tumores ainda jovens, ou seja, algumas não tiveram filhos e sonham com maternidade. Mas, infelizmente, os tratamentos (quimioterapia e radioterapia) afetam os ovários e outros órgãos reprodutores, por isso a fertilidade pode ser perdida.

É neste momento que o oncologista, responsável pelo tratamento do câncer, e o ginecologista especialista em reprodução assistida devem trabalhar em conjunto. Atualmente, existem estratégias para preservar a fertilidade das pacientes com câncer, área chamada de oncofertilidade.

Entre as principais abordagens está o congelamento de óvulos, no qual o objetivo é preservar os óvulos antes do tratar o tumor. Desta forma, quando a mulher estiver curada, ela poderá engravidar de um filho biológico, pois os óvulos congelados são usados na fertilização in vitro (FIV).