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Does exist HLA-E influence on human reproduction?
G. G. F., C., C.H., B. M. G., R. V. M. S., Schuffner Alessandro. Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida, 2010, 14 (2): 50-54.

O feto é um aloenxerto tolerado e que ocorre de modo natural para a gestante. Metade dos genes herdados do pai deverá ser expressos e são alogênicos para mãe. Durante o processo da implatanção embrionária humana, tanto o embrião quanto o endométrio devem estimular adaptações no sistema imune materno para o estabelecimento de uma gravidez viável. O trofoblasto que é uma camada externa da placenta, a interface entre os tecidos fetais e maternos, não expressa moléculas MHC de classe I e II clássicas, o que o torna resistente ao reconhecimento imune mediado por células T do sistema imune materno e, vulnerável a ação das células natural Killer. A expressão de moléculas MHC de classe I não clássicas, antígeno leucocitário humano G (HLA-G) e antígeno leucocitário humano E (HLA-E), poderia ser responsável pela proteção do trofoblasto ao ataque pelas células natural Killer. Interações entre HLA-G, HLA-E e receptores inibidores de células NK resultariam numa regulação negativa da resposta imune materna, auxiliando a manutenção do feto semialogênico durante o período gestacional. Esta revisão abrange as principais características da molécula HLA-E, com enfoque na participação da molécula na interface materno-fetal, e como sua atuação poderia garantir o sucesso gestacional. Baseia-se em busca da literatura especializada nos últimos nove anos (2000-2009), nas bases de dados OVID – Medline, Science Direct e Lilacs, e no Pubmed.