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Vinicius Bonato da Rosa, Vera Lucia Langaro Amaral , Martina Cordini, José Augusto Lucca Neto,Alessandro Schuffner, Marcel Frajblat – Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida v.16, n.2. p.91-93, 2012

RESUMO

Introdução: A manutenção de embriões é um fator importante para o transporte a distâncias variadas e sua posterior utilização.

Objetivo: Testar a viabilidade de embriões de camundongo frescos e vitrificados/aquecidos expostos à temperatura ambiente por diferentes períodos.

Métodos: Fêmeas de camundongo foram estimuladas por dois dias com eGH, receberam hCG ao final do segundo dia e colocadas com machos, após a confirmação da cópulas os embriões foram lavados da tuba uterina no terceiro dia de desenvolvimento e separados em 6 grupos.

Resultados: Embriões frescos expostos à temperatura ambiente por 12 horas (grupo 2) tiveram taxa de blastocisto igual ao controle (grupo 1). Já ao manter embriões por 24 horas (grupo 3) houve uma pequena queda na viabilidade. O processo de vitrificação não ocasionou redução na taxa de blastocisto, quando comparado com o grupo 1. Porém, ao manter embriões vitrificados por 12 ou 24 horas (grupos 5 e 6) a taxa de blastocisto teve uma redução, quando comparado ao controle (grupo 4). Quando embriões frescos ou vitrificados/aquecidos foram expostos à temperatura ambiente por 24 horas (grupos 3 e 6), a taxa de blastocisto foi menor do que embriões mantidos por 12 horas (grupos 2 e 5). Este método de preservação por curtos períodos se mostrou adequado para transporte de embriões frescos por 12 a 24 horas e para embriões vitrificados por 12 a 24 horas, mesmo que com taxas de blastocisto reduzidas.

Conclusão: Este estudo mostra que é viável manter embriões frescos por 12horas com nenhuma perda de viabilidade, enquanto manter embriões vitrificados/aquecidos acarreta em uma pequena perda de viabilidade, porém sem prejudicar o desenvolvimento in vitro.

Palavras-chave: Reprodução animal, Embrião, Blastocisto, Temperatura ambiente, Transporte.