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Quando o assunto é reprodução assistida, existem muitos mitos que rodeiam o tema e acabam atrapalhando o entendimento das técnicas utilizadas.

A temática “congelamento de óvulos”, por exemplo, é divulgada, muitas vezes, por indivíduos que não apresentam conhecimento de fato sobre o assunto e as informações transmitidas acabam se tornando verdades incontestáveis para muitos indivíduos. Hoje serão apresentados e discutidos os principais mitos por trás desse ponto cada vez mais presente na sociedade.

O primeiro deles afirma que, após o congelamento, a mulher não é mais responsável pelo óvulo. Isso é um grande mito. Na verdade, o intuito do congelamento é justamente fazer com que a mulher utilize o produto congelado em datas futuras e oportunas com a preservação da qualidade do óvulo selecionado. Existe apenas uma taxa anual de manutenção desse congelamento.

Para que esses óvulos sejam obtidos, inicialmente, é preciso haver uma estimulação hormonal dos ovários. Em seguida, esses óvulos são recrutados (aspirados) através de uma agulha inserida na vagina com o auxílio de imagens de ultrassom e não é um processo doloroso. Após coletados e congelados, apenas quando a mulher expressar vontade é que serão descongelados e fertilizados para uma possível gestação

Seguindo a mesma lógica e já ressaltando a questão anterior, os óvulos congelados a temperaturas de 196º graus negativos não perdem sua funcionalidade e qualidade, apresentando as mesmas características da idade que foram colhidos, não apresentando maiores taxas de complicações ou alterações cromossômicas segundo os estudos.

Outro mito diz que é mais difícil conseguir êxito a partir da utilização de óvulos congelados. Com base nos argumentos anteriores já é possível ressaltar que não se trata de uma verdade, pelo contrário, independente do tempo, com base nas evidências científicas e nas observações clínicas, não há qualquer redução da qualidade.